As aventuras de uma ex-calourinha inocente impressionada com as maravilhas de um mundo girando ao redor de falos.
Mas agora a calourice foi embora e, hoje, ela acha Mundo Falocêntrico um nome bem bizarro. Bem, eu nunca quis fazer um blog rosinha com coraçõezinhos pra textos delicadinhos e imbecizinhos, hehehehe.
O Mundo
Mariana N. A. L., ou DeLarge, deixo a cargo do leitor
30 de abril, há 21 anos.
Touro, ascendente Capricórnio, Lua Aquário e cuidado com minha Vênus em Gêmeos. É, eu sou fria e complicada pra cacete, heheheh
Publicidade e Propaganda na UFRJ, quase no fim.
Aspirante a redatora, trabalhando com programação visual.
Apaixonada por britrock e outras bandas novas de além da Inglaterra, por cinema alternativo (não intelectualóide, pelamordedeus) e por Dostoievski.
Querendo encontrar o Ivan Karamázov, o Raskolnikov, ou o Príncipe Míchkin na rua. Pode ser o Alex DeLarge também.
Doida por inteligência e beleza. Viciada numa boa conversa. Pouco me fodendo pros clichês dessas linhas.
Um pouco misteriosa e bem viadinha, o suficiente pra não querer mais completar isso aqui e pra querer um perfil minimalista. Gosto de ter gostinho de quero mais!
Livre
Ontem de tarde eu saí de casa sem bolsa. Isso mesmo, sem bolsa! Apenas com 10 reais e a carteira da UFRJ (sim, porque minha identidade é do tempo em que eu tava na primeira série e tinha o rosto bem chupado. XD) no bolso. Sem nada pendurado em um dos meus ombros e sem nenhuma alça teimosa pendendo pra fora dele. Só eu, uma blusa, uma calça jeans e um par de All-Star; numa visão mais do que desglamourizada de uma figura feminina... E livre.
Sim, eu me sentia livre. Porque, para mim, o primeiro dia em que saí de casa com uma bolsa a tiracolo simbolizou a confirmação do meu maior temor: minha vida seria, a partir de então, regida pela burocracia responsável de documentos, carteiras, cartões, números de CPF, RG, IFP, Detran e essa merda toda... Ou seja: a feliz e despreocupada dependência dos pais (responsáveis, como diziam no colégio) fazia parte do passado e eu devia, dali em diante, aprender a ser adulta (acho que ainda não sou, mas enfim, minha mãe diz... ¬¬). E, como todos sabem, o mundo sério dos adultos de verdade é regido pelos desígnios dos documentos e variantes.
Por isso, me senti livre ontem. Livre do peso dos documentos e da responsabilidade de ter um nome e um número na sociedade. Livre da obrigação de sair com dinheiro sobrando de casa. E livre de ter uma alça chata caindo pelo ombro toda hora!
E livre pra poder esquecer das responsabilidades pelo menos por uma tarde sem bolsa.